domingo, 14 de dezembro de 2008

Pingüim Verde 2

Ele é verde, pra começar.

Ele é um pingüim, não tenha dúvidas.

Ele não fala nada, na maioria das vezes. Um "oi" bonitinho com voz de pingüim, talvez. Nada mais.

Ja falei que ele é um assassino de aluguel?

É. Ele tem preferencia pela pistola dupla. O que é uma pistola dupla? Na verdade são duas pistolas, simplesmente isso. Uma em cada mão. Ou asa, sei lá. Acontece que ele é um pistoleiro incrível.

Ele gosta de ler, também. É fã de Stephen King (tudo que envolver "O Pistoleiro", na verdade). Ele gosta de desenhos animados. Tem preferência por Evangelion (onde, volta e meia, aparece um pingüim). Ele também gosta do Hulk, por que é verde. Quando assiste à TV, emite uns barulhinhos satisfeitos de pingüim, enquanto "bate palmas".

Ele também gosta de gramática e é fã do trema. Ele também gosta de inventar palavras. Trëmä se lê trroomoo, e ele gosta de ficar falando trroomoo enquanto passeia pela casa.

Quando está num serviço, completa tudo rapidinho. Atira, atira, atira, atira e depois sai andando, com seus passinhos bonitinhos de pingüim. As vezes ele não resiste de curiosidade e caminha até um cadáver, olha nos seus olhos mortos e diz, com uma voz de pingüim.

-Ei, achou!


Pingüim Verde 1



A história dele é engraçada. Eu estava num dicionario de nomes na internet e fiquei pensando em nomes. Mais exatamente, eu tava falando com o Danieru Sensou sobre um site de tarô (cara, isso não erra NUNCA x.x: http://www.taroterapia.com.br/arcano/arcano.html).

Então eu pensei em nomes. Vários deles. Até que cheguei em um (segreeedo) que tinha 3 dês. Digo... DDD. Pra não parecer companhia telefonica ou coisa assim, eu disse:

"Se minha filha se chamar assim, vou dar um King Dedede de pelúcia pra ela."

King Dedede é um personagem de jogo. É um pinguim (mas parece o papai noel): 
 Então eu peguei a mania de desenhar pinguins. Eu fui desenhar um, mas ele saiu, acidentalmente verde.

Daí eu fiquei desenhando pinguins verdes de maneira sádica pelo msn. Eu tava falando com o Lucas Hoefel, um amigo meu de Porto Alegre, sobre uma ilha que deixou o feudalismo recentemente: Sark.

Eu liguei o evento ao pinguim, logicamente. Lucas me explicou que foram os irmãos bar-alguma-coisa que atacaram Sark e terminaram com o feudalismo. Instantaneamente, reagi: irmãos barney????

Dinossauros roxos capitalistas contratando um pinguim verde fodão (desculpas pelo palavrão, mas não encontrei expressão melhor) para acabar com o feudalismo em uma ilha minúscula? Genial! Isso me lembrou alguns gênios dos livros esquisitos: Dav Pilkey com o seu ROMANCE ÉPICO: Capitão Cueca



Pelos poderes da cueca!!!!!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

note que...


... no post passado não tinha cabelo de prata.

Oook, eu não lembro se foi exatamente antes ou depois (aliás, meu problema são justamente as datas) de eu pedí-la em namoro que eu fiquei sabendo a aparencia dela.

Foi estranho, eu, bem lento, senti dificuldade pra reconhecer a aparencia dela. Ela havia me mostrado varias fotos, mas eu sentia dificuldade de ligar uma com a outra. Er...

Até que eu desisti e disse pra ela que não importava a aparencia dela, ia gostar dela de tudo quando é jeito. Daí eu pedi pra ela me mostrar melhor quem era ela nas fotos. Então ela me explicou. Só faltou desenhar, de tão lento que eu sou.

Uau! Ela é linda! Hina é linda!

Não, Laís é linda. Laís é o nome dela. É um nome bonito. Eu ja sabia o nome dela antes de conhecer o rosto, mas agora eu poderia. chamá-la daquele jeito, pelo nome de verdade.

Aliás, falei com ela outro dia. Ela me contou de mais lembranças da Hina. Ela me lembrou de quem era o casaco que foi dividido (era dela!!! disso eu não lembrava!!!).
Ela me lembrou, também, que nadamos em uma piscina (era, na verdade, a sala precisa).
E de hogsmeade e uma queda minha, então ela me arrastou até a enfermaria.

Eu me sinto emocionado (e com vontade de rir), lembrando disso tudo.

Aposto que há mais, mas não nos lembramos...

Eu vou ficar um tempinho sem postar sobre ela. O motivo? Não sei! :D


Mais memorável.

 
Sabe... eu gosto dos rumos que uma conversa agradavel pode tomar, e uma piadinha pode mudar bastante o rumo dessas conversas.

Eu não me censuro nem estou mentindo (pelo menos da minha parte) quando digo que cada vez mais e mais a gente se gostava (se bem que o primeiro "eu te amo" demorou à vir). Estavamos, uma noite, conversando sobre nós mesmos, de novo.

O tema, em especial, era se nos veríamos algum dia e como pessoas legais moram longe. A verdade é que nunca me senti tão próximo de alguem como dela. Tá, usar a palavra "próximo" é algo que me deixa bastante deprimido, já que eu e ela moramos longe.

Longe. Longe, muito longe.

Falavamos de um provavel encontro.

Bem-humorada ela e eu muito lento, ela brincou. Fez piada: "Podemos nos encontrar no lançamento do ultimo filme de Harry Potter."

Era só uma piada, mas eu levei a sério.

A ideia me emocionou. A chama da aventura ardeu na minha alma. Sim, era aquilo. Iriamos nos ver no evento final e marcante da vida de um Pottermaníaco. O lançamento do ultimo filme, sim!

Mas havia algo no meu coração...

A minha proposta foi simples, a reação dela adorável.

-Até lá, namora comigo?
-O que?
-Até o filme lançar e a gente se ver. Namora comigo?

Eu não vou conseguir re-escrever a reação dela nem o que eu dizia, mas ela falava de como era longe, e eu lembro de que não me importava. A distancia seria dolorosa, mas suportaríamos.

"Seja o que Deus quizer" ela começou dizendo, e terminou com um "sim" realmente convicto.

Meu coração cantou de alegria.


Voltando à contar a história...





São mais dois eventos que, infelizmente, a memória se recusa a organizar.

Eles são lembrados, sim! Estou só tentando me lembrar com mais convicção. Quem me dera ter em documentos, aquelas conversas e ficções que faziamos às tardes e noites! Aliás, poemas feitos por mim perderam-se, em papel ou digitais, por desventura não consigo encontrá-los todos.

Textos que fiz para ela estão perdidos, oh, meu coração chora pensando nisso! Sério!!!

Mas eu lembro de cenas, não sei se de eventos separados, ou se foram subsequentes, ou são trechos de mesmo acontecimento.

Lembro estar confortavel numa poltrona, aquecendo-me à fogueira. É provavel que estava frio. Até que a ví.

Sem dizer palavra alguma, pegou minha mão e me levou, sorridente e feliz, para algum lugar que eu não conhecia. Fui de bom grado.

Atravessamos uma passagem secreta... e fomos.

Eu amaria lembrar do resto... mas o momento que mais me marcou foi a despedida daquele dia. Eu lembro que havia sido divertido. Logico que havia, cada momento com essa garota é divertido, cada momento com ela é o melhor momento que posso ter -e admitir isso se torna algo triste, pois não só são poucos os momentos que possuo com ela, mas isso parece ser uma afronta à outros momentos também belos...

aqui eu me atrapalho todo com a pontuação, o pensamento é mais rápido que o texto

Estavamos os dois felizes, como não haveriamos de estar? Conversávamos sempre que podíamos, faziamos ficções como aquelas sempre que conversávamos (quando não escreviamos a fanfic). Eu não queria ir e ela também não sentia vontade que nos separássemos. Uma frase dela me veio à mente agora "Daqui a pouco eu durmo em cima do teclado"...

Que amor.

Ir embora. Não era uma idéia agradável. Enrolamos, matamos tempo. Engraçado que o processo de matação de tempo, em uma brincadeira dessas, não é como o na "realidade palpável" (eu considero a ficção uma espécie de realidade, mas isso é assunto para outro tópico).

Eu não lembro direito como matamos tempo, mas lembro de como eu tinha que ir embora.

Lhe dei um beijo de despedida. Parece estranho falar isso em uma conversa á distância, não? Parece. Foi só a palavra "beijo". Eu simplesmente a escrevi.

Ficamos os dois parados na frente dos respectivos computadores. Eu fiquei quente, trêmulo, vermelho... ah, fiquei mil coisas! Me senti incapaz de digitar, por um momento. Ela também não dizia nada.

Eu tive que perguntar.

"O que foi isso?"

Conversamos um pouco, tentando entender, até que a gente disse tchau mesmo.

Eu adoraria me lembrar de mais coisas...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Objetivos


Antes de continuar a narrativa sobre Hina White, vou filosofar um pouco.



Qual é o objetivo disso tudo?

A população do planeta Terra é de... (calma que eu vou no wikipedia)... mais de 6,6 bilhões de pessoas. Então eu me pergunto: a historia de tanta gente tem importância?

Acontece que não. Até as pessoas que são bastante conhecidas não tem uma história que importe TANTO assim. 

Um amigo meu leu um livro do qual retirou um texto que eu acho que exprime, mais ou menos, um dos sentimentos que me leva a escrever isso:

Haviam tantas pessoas ali, e elas eram apenas uma minúscula fração de todas as pessoas do país. Fiquei pasmo outra vez, eu era apenas uma pequena parte das milhares de pessoas lá, e essas milhares de pessoas eram apenas uma ínfima parte do pais inteiro.
Antes disso, sempre me achava especial. Era feliz com a minha família, e sentia que as pessoas mais interessantes do mundo estavam na minha sala. Deste dia em diante, percebi que as coisas não eram assim. As experiências que tinha na escola, que achava as coisas mais divertidas do mundo, se transformaram em coisas que poderiam existir em qualquer escola. Para o país inteiro, isso não era nada especial. Quando descobri isso o mundo inteiro perdeu a cor. Escovar os dentes e ir dormir... então acordar e tomar café da manhã. Você poderia ver isso em todos os lugares.
Comecei a me sentir entediado quando percebi que essas coisas eram partes de uma vida comum, acreditei que se haviam tantas pessoas no mundo, deveria existir alguém que vivia de forma extraordinária, em uma vida cheia de excitação. Mas, por que essa pessoa não era eu?
Depois de me graduar no primário pensei nisso tudo. Então quando entrei no fundamental, decidi mudar. Queria que o mundo inteiro soubesse, eu não sou um garoto que iria sentar e esperar. Tentei acreditar que havia feito o meu melhor, mas tudo permaneceu como era. Agora estou no colegial, ainda desejando que alguma coisa mude...

H

A questão é parecida. Eu estou aqui, terminei o segundo ano do ensino médio, indo pro terceiro e prestes à fazer o vestibular (aproveitando a onda de melancolia, a garota Hina nem me perguntou, até o presente momento do ano da graça de 2008, mês de Dezembro, dia décimo, como fui na experimentação) e estou tendo uma sensação incômoda, parecida com a desse texto.

A faculdade, que só alcançarei daqui a um ano (um ano sofrido e cheio de sacrifícios) vai ser um marco na minha história, vai ser a minha Geodese. O curso em que vou entrar é perfeito pra mim, o Design de Animação. Por que eu adoro desenhar (por mais que eu não saiba desenhar). E criar histórias. Blá, blá, blá, blá...

O significado mais profundo do vestibular vocês vão conhecer depois, junto da história de Hina White. Voltêmos à questão - por que eu to escrevendo isso?

Quem vai ler, se eu não pedir?

Como um serzinho cuja importancia não difere da importancia dos demais, minha história não tem tanta importância assim. Como disse o sapo em firebelly: vou te contar uma historia que não é a minha, apesar de eu morrer de vontade de contar a minha.

Só que no caso eu estou contando a minha história, o lance é que isso sempre envolve outras pessoas - por mais isolado que eu seja e por mais que o meu círculo social seja, na verdade, um arame que se enrosca entre cravos (pessoas) de maneira torta e sem sentido, enrolando-se mais e mais em alguns deles e mal tocando outros - sempre vai envolver outras pessoas.

Acontece que continua não tendo importância, não tem brilho a não ser pra mim, não tem sabores, a não ser pra mim. Terá um brilho bonito e falso para aquele que ler, apreciar, mas não sentir na pele o que sinto e sentí - e quando sentir, ja será outra história isolada.

Assim como fez Dom Casmurro, quero atar pontas. Não sei quais pontas são essas, no entanto. Vou escrevendo, por assim dizer, o que vier á minha mente e ao meu coração.

Mesmo que ninguem leia e que ninguem venha a ler... Preciso escrever isso.


terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Introdução e "Primeiro" e "Segundo" (não necessariamente nessa ordem)


Eu não encontrei imagem melhor pra definir a sensação. De novo eu e minha mania de dar imagens aos textos. Eu deveria virar ilustrador.

Eu desenho. Eu poderia desenhar os desenhos desse blog. Eu não sei por que não o faço.

Éramos bastante amigos. Eu digo éramos por que a amizade só aumentou. Continuando... na época ela ainda não me mostrava o rosto.

Eu ficava perguntando pros outros membros da fic (em especial o Cefeu, por que ele era o mais ativo) se Hina havia entrado no MSN na minha ausência. Eu não conseguia ocultar minha curiosidade e minha animação, e como ficava feliz ao vê-la. Se eu gostava dela? Tava escrito na minha testa.

Tava escrito na minha testa, é por isso que eu demorei tanto pra notar. Eu não consigo ler o que tava na minha testa, duh.

O que dava o gostinho era a imaginação. Passeávamos por jardins e lugares com neve, enquanto conversávamos. Eu me lembro dos eventos mais marcantes. Foram três momentos os mais emocionantes. Eu não lembro da ordem dos dois primeiros, é triste isso.

É triste. Eu fico melancólico pensando em como não consigo me lembrar de TUDO sobre Hina White. Fico mais melancólico quando penso que ela lembra menos que eu...

Esse evento eu infelizmente não lembro em que "local" ele se passou. Eu e ela, de vez em quando, fantasiavamos que estavamos juntos, por simples e pura diversão.

Eu não lembro do tema da conversa. Tá, falavamos sobre nós mesmos, disso eu lembro. Eu também não lembro que lugar fantasiávamos, só sei que era belo e aconchegante. Só sei que, em algum momento da conversa eu fiquei com uma vontade muito estranha.

Hina White. Eu queria beijá-la.

É, estranho, não é? Não é muito estranho? Sim, bastante. O mais estranho veio à seguir.

Eu confessei isso na cara de pau, disse que se estivessemos cara à cara, eu a beijaria. Gostaram da minha sinceridade?

A reação dela foi engraçada, ela disse que ia ficar roxa e depois exclareceu: não só de vergonha, era um problema respiratório e tal (bem, eu não entendi direito a medicina da conversa) - a verdade é que por um momento me vi preocupado, mas ela disse que não era nada. Hm, hm, ok! ^^

A sensação é indescritível, caras. Indescritível.

Outro evento que aconteceu, eu tristemente não sei dizer se ocorreu antes ou depois desse. Acho que foi ANTES, mas não tenho certeza.

Passeávamos por um grande jardim. Estava nevando e estava frio. Conversávamos sobre tudo e mais um pouco, principalmente sobre nós mesmos. Caminhamos até a ponte e lá ficamos, observando a paisagem (e, acho, o lago abaixo de nós).

Na imaginação podemos (ou poderiamos) ter dons melhores do que no mundo físico. Eu prefiro não me idealizar dessa forma, por que seria um pouco decepcionante, mas isso é bom para divertir-se momentaneamente. Eu sou desenhista, mas lá, lá, lá eu era um desenhista bem melhor do que sou atualmente.

Posso te desenhar? Perguntei. Era só uma brincadeira, uma interpretação. Eu não sabia como ela era, mas eu sabia como Hina era, e pra divertir-nos, isso bastava. Você é bonita, acrescentei. Ela simplesmente disse que eu não conhecia a aparencia dela. Eu disse que estávamos só brincando.

Meu alter-ego fez um retrato dela, ela o recebeu. Voltavamos até o castelo (tinha um castelo) e começou a nevar.

A neve. Eu gosto da neve, apesar de não ser íntimo dela. Eu gosto do jeito que ela cai quando ela surge na nossa mente, fictícia.

A neve, fria como o gelo, seus flocos tornam-se àgua com o calor natural do nosso corpo. É natural. Estava frio, logicamente.

Ofereci meu casaco e topamos dividí-lo. Cada um com uma manga, entende? Foi uma sensação engraçada, foi uma sensação boa. Só que logo ela, vermelha, disse que estava quente demais pr'aquilo. Eu também havia corado. Foi legal, foi bonito. Foi...

Indescritível, poxa, eu ja falei.



Sobre Prata e Hina White

Eu procurei varias imagens que pudessem traduzir o que se passa em minha mente quando penso em "Hina White".

Epic Fail - (está aqui mais uma gíria, a falha épica, mas essa daqui eu não sei daonde provém)

Falha épica. Nada pode traduzir Hina White. Nada a não ser as minhas palavras, que talvez sejam vãs.

Talvez eu saiba mais sobre ela do que ela mesma, e nem assim eu consegui encontrar nada.     

Eu lembro de seu cabelo prateado...



O cabelo prateado está certo. Ela era vampira, mas não sei se possuia asas de morcego. 
Seu que, na verdade, ela não me pareceu assim tão pequena, mesmo que seja mais nova que eu. 

Mas eu só consigo tomar coragem para essa imagem. O motivo? As outras não parecem dignas de estarem aqui. Basta dessa depravação. Não mancharei o nome dessa personagem com mais desenhinhos bobos. Imagine por você mesmo.

Cefeu é, como eu, um escritor por alma. Não publicamos nada, oficialmente. Ele prefere fanfics, já eu: nunca terminei nenhuma das que comecei. Conheci-o no mesmo momento que Hina. Aliás, nos conhecemos todos ao mesmo tempo, por iniciativa dele.

A pergunta era simples. Quem queria escrever uma fanfic? Eu queria, pois estava entediado. No tópico do orkut da principal comunidade de Harry Potter do Brasil, não fui apenas eu a me manifestar.

Mais pessoas apareceram, mas o principal, que era pra acontecer, estava ali: Lucas Cefeu, Ryan e Hina White são, agora, um grupo de fanfics de Harry Potter.

Na época eu não tinha nenhum apelido legal, a não ser o que provinha da minha adoração pelo personagem Lupin. Eu me auto-denominava "Aluado". A alcunha me cabe, sim: Na minha escola todos se referem à mim como "No mundo da luuuuuuuuuuuua!" (acho que era uma novela ou minissérie antiga da tevê, ou algo assim)

Voltêmos á Hina White. Ela era ficcional, (como eu estou tentando ser, e por isso escrevo para me construir) e sempre foi uma criaturinha interessante. Se dizia vampira, mas não tomava sangue. Assim como o lobisomem Aluado, em Harry Potter, ela também usava uma poção para inibir certos sintomas.

Sua descrição física era simples. Cabelos e olhos prateados, pele pálida. 

Eu gostava muito de conversar com ela e naquela época criei um hábito que cultivo até hoje, o de esperar ansiosamente que ela acessasse o computador, para que pudéssemos conversar.

O que mudou? A ansiedade ficou maior e crescente, assim como o meu afeto para com ela.

Ansiedade essa que dói, hoje, e antes não doía.

Falávamos de tudo e mais um pouco. Ela era a única de nós (nós, nós, os escritores) que escondia o próprio rosto. Eu tinha curiosidade pra saber quem era ela, mas tinha um pouco de medo também.

Nosso grupo de escritores (que chamamos de JKey) não deu muito certo. Eu e Cefeu temos estilos de escrita completamente opostos (mas esse nunca foi o motivo!) - na época eu não tinha um estilo definido. Não sabemos direito qual era o problema pra escrever, mas na minha sincera opinião, seu papel havia se cumprido:

Afinal, nos conhecemos! 








Sobre Ouro e Lucas Cefeu

Me mantendo um pouco no tema anterior, vou introduzir esse post com peixes:

Eu falo de cores. Eu gosto de dourado. Mas não o dourado do Ouro-de-Verdade. O ouro de verdade me entedia. A cor do metal ouro não é merecedora da alcunha. Do Dourado. Do Gold. Não.

Dourado de verdade é o Peixe Dourado. Do nascer e do Por-do-Sol (e bendita seja a poluição dos céus que o pintam de vermelho, ao final do dia - um mal necessario e belo que eu me arrisco à admirar). 

Cores. Por um bom tempo, iludido, lamentei a tecnologia não saber reproduzir em monitores de computador ou televisão, a pura cor metálica. 

Iludido, SIM, pois não há cor metálica. As cores, puras, são as cores do espectro. Pelo menos sob certos pontos de vista.

Sem querer desdenhá-lo, mas o metal não é o meu elemento.

Um amigo, o ilustre Lucas Cefeu, do hemisferio celestial norte, também compartilha comigo o afeto por cores. Ele possui conceitos interessantes de cor e não-cor e uma cor especial. Isso tudo pode ser visualizado em suas fanfics e em sua obra (em desenvolvimento) Dona.

Lucas Cefeu é um companheiro de escrita. Temos estilos realmente opostos, isso é verdade, mas gostamos das cores.

Bem, ele gosta das cores sob o ponto de vista da arte. Eu gosto das cores sob o ponto de vista da física.

Sujeitos opostos, não?

Engraçado... Minha cor favorita está ligada à um metal. Metal me lembra química. Ah, química, ela e seus átomos.

Química me lembra outras coisas. Química me lembra minha segunda cor favorita. Lilás.

Lilás e dourado. Combinação interessante, eu acho. É belo e estranho. O lilás combina, todos concordam principalmente as mulheres, com a prata.

Isso me lembra o motivo pelo qual sou tão grato à Lucas Cefeu.


Sobre o título.




Pisciomnico é um trocadilho que criei (mesmo se, por ventura, alguem ja o tenha criado) com bastante orgulho.

Não o ostento como alcunha, por ser longo e complicado. É um pequeno bibelô para longos e longos monólogos.

Peixes não me facinam, mas não posso deixar de dizer que eles fazem parte do meu ser. Peixes, Aves, Dinossauros... eu estranhamente pouco me lembro dos mamíferos e os artrópodes parecem se esconder de mim.

Acho que é para me distanciar do Alquimismo, que aprecio mas não serei eu à repetí-lo, que dá asas à cordados com o intuito de fazê-los voar (apenas em ficção) e representar a superioridade do espírito sobre a matéria -E que fique bem entendido que concordo em gênero-número-e-grau com os alquimistas, nessa questão- mas que não sou um deles.

Não me digo alquimista. Não sou daqui nem dalí. Nem mago, nem cientista, mas também não o seus intermediários. Sou apenas um espectador. Um espectador, e um escritor.

Essa é a historia de um espectador. Essa é a historia de um escritor.

Psiomnico é uma piada com a palavra Psiônico, que remete àqueles que possuem poderes paranormais providos da mente (ou simplesmente o PSI). O PSI se divide em duas categorias: o PSI-Gamma (o passivo, vislumbres, comunicação, sentidos) e o PSI-Kappa (o ativo, mover coisas, materializar).

Kappa também é o nome de um monstro marinho japonês... PSI parece Pisci (peixe). Entendeu o Trocadilho?

O "ônico" da palavra foi trocado por "omnico". Omni significa "tudo" em latim.

Eu poderia substituir isso por "own" (dominação, em inglês).
Eu poderia substituir isso por "ohm" (o primeiro som do mundo, do hinduismo)

Eu poderia, e só me toquei disso agora.

O tal PSI-Gamma também me encanta. Eu, que possuo um Lambda [λ] no meu apelido [Rλan] sou fã de ondas. Ondas no sentído físico da palavra. Física e Química me encantam, mas a matemática da que eles dependem é terrível. Quem dera possuir sábios de bolso, para que eles pudessem me explicar, na teoria, todos os misterios do mundo que ja foram resolvidos, e me pouparem dos cálculos, oh, que tristeza.

O tal PSI-Gamma (tenho que tomar cuidado para não mudar muito o rumo da conversa) me encanta por causa de mais um trocadilho. Gama é um tipo de radiação, sem partículas, apenas ondas.

Mas como são peixes, acho que podem ser ondas para se nadar, também.

Agora que já se explicou um dos títulos, o principal, uma breve explicação sobre títulos secundarios.

À medida que vou desenvolvendo esse personagem e uma cultura em torno dele (acho tudo isso necessário - já falhei em muitas tentativas) vou trocar o nome desse blog. A URL continuará a mesma, logicamente, mas o título e o subtítulo poderão mudar.

Título: Ficcionando? Um verbo.
Subtítulo: Fique se Ownando? Uma piadinha de malgosto.

Own é dominar em inglês, mas a gíria em português tem um significado diferente. Quando alguem é derrotado de um jeito... perdoem o palavreado... de um jeito muito lindo, diz-se que ele foi Ownado.

Só para representar o caminho dificil que trilharei, em busca de auto-conhecimento.

Sobre o Título, está encerrado.