sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Voltando à contar a história...





São mais dois eventos que, infelizmente, a memória se recusa a organizar.

Eles são lembrados, sim! Estou só tentando me lembrar com mais convicção. Quem me dera ter em documentos, aquelas conversas e ficções que faziamos às tardes e noites! Aliás, poemas feitos por mim perderam-se, em papel ou digitais, por desventura não consigo encontrá-los todos.

Textos que fiz para ela estão perdidos, oh, meu coração chora pensando nisso! Sério!!!

Mas eu lembro de cenas, não sei se de eventos separados, ou se foram subsequentes, ou são trechos de mesmo acontecimento.

Lembro estar confortavel numa poltrona, aquecendo-me à fogueira. É provavel que estava frio. Até que a ví.

Sem dizer palavra alguma, pegou minha mão e me levou, sorridente e feliz, para algum lugar que eu não conhecia. Fui de bom grado.

Atravessamos uma passagem secreta... e fomos.

Eu amaria lembrar do resto... mas o momento que mais me marcou foi a despedida daquele dia. Eu lembro que havia sido divertido. Logico que havia, cada momento com essa garota é divertido, cada momento com ela é o melhor momento que posso ter -e admitir isso se torna algo triste, pois não só são poucos os momentos que possuo com ela, mas isso parece ser uma afronta à outros momentos também belos...

aqui eu me atrapalho todo com a pontuação, o pensamento é mais rápido que o texto

Estavamos os dois felizes, como não haveriamos de estar? Conversávamos sempre que podíamos, faziamos ficções como aquelas sempre que conversávamos (quando não escreviamos a fanfic). Eu não queria ir e ela também não sentia vontade que nos separássemos. Uma frase dela me veio à mente agora "Daqui a pouco eu durmo em cima do teclado"...

Que amor.

Ir embora. Não era uma idéia agradável. Enrolamos, matamos tempo. Engraçado que o processo de matação de tempo, em uma brincadeira dessas, não é como o na "realidade palpável" (eu considero a ficção uma espécie de realidade, mas isso é assunto para outro tópico).

Eu não lembro direito como matamos tempo, mas lembro de como eu tinha que ir embora.

Lhe dei um beijo de despedida. Parece estranho falar isso em uma conversa á distância, não? Parece. Foi só a palavra "beijo". Eu simplesmente a escrevi.

Ficamos os dois parados na frente dos respectivos computadores. Eu fiquei quente, trêmulo, vermelho... ah, fiquei mil coisas! Me senti incapaz de digitar, por um momento. Ela também não dizia nada.

Eu tive que perguntar.

"O que foi isso?"

Conversamos um pouco, tentando entender, até que a gente disse tchau mesmo.

Eu adoraria me lembrar de mais coisas...

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