terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Introdução e "Primeiro" e "Segundo" (não necessariamente nessa ordem)


Eu não encontrei imagem melhor pra definir a sensação. De novo eu e minha mania de dar imagens aos textos. Eu deveria virar ilustrador.

Eu desenho. Eu poderia desenhar os desenhos desse blog. Eu não sei por que não o faço.

Éramos bastante amigos. Eu digo éramos por que a amizade só aumentou. Continuando... na época ela ainda não me mostrava o rosto.

Eu ficava perguntando pros outros membros da fic (em especial o Cefeu, por que ele era o mais ativo) se Hina havia entrado no MSN na minha ausência. Eu não conseguia ocultar minha curiosidade e minha animação, e como ficava feliz ao vê-la. Se eu gostava dela? Tava escrito na minha testa.

Tava escrito na minha testa, é por isso que eu demorei tanto pra notar. Eu não consigo ler o que tava na minha testa, duh.

O que dava o gostinho era a imaginação. Passeávamos por jardins e lugares com neve, enquanto conversávamos. Eu me lembro dos eventos mais marcantes. Foram três momentos os mais emocionantes. Eu não lembro da ordem dos dois primeiros, é triste isso.

É triste. Eu fico melancólico pensando em como não consigo me lembrar de TUDO sobre Hina White. Fico mais melancólico quando penso que ela lembra menos que eu...

Esse evento eu infelizmente não lembro em que "local" ele se passou. Eu e ela, de vez em quando, fantasiavamos que estavamos juntos, por simples e pura diversão.

Eu não lembro do tema da conversa. Tá, falavamos sobre nós mesmos, disso eu lembro. Eu também não lembro que lugar fantasiávamos, só sei que era belo e aconchegante. Só sei que, em algum momento da conversa eu fiquei com uma vontade muito estranha.

Hina White. Eu queria beijá-la.

É, estranho, não é? Não é muito estranho? Sim, bastante. O mais estranho veio à seguir.

Eu confessei isso na cara de pau, disse que se estivessemos cara à cara, eu a beijaria. Gostaram da minha sinceridade?

A reação dela foi engraçada, ela disse que ia ficar roxa e depois exclareceu: não só de vergonha, era um problema respiratório e tal (bem, eu não entendi direito a medicina da conversa) - a verdade é que por um momento me vi preocupado, mas ela disse que não era nada. Hm, hm, ok! ^^

A sensação é indescritível, caras. Indescritível.

Outro evento que aconteceu, eu tristemente não sei dizer se ocorreu antes ou depois desse. Acho que foi ANTES, mas não tenho certeza.

Passeávamos por um grande jardim. Estava nevando e estava frio. Conversávamos sobre tudo e mais um pouco, principalmente sobre nós mesmos. Caminhamos até a ponte e lá ficamos, observando a paisagem (e, acho, o lago abaixo de nós).

Na imaginação podemos (ou poderiamos) ter dons melhores do que no mundo físico. Eu prefiro não me idealizar dessa forma, por que seria um pouco decepcionante, mas isso é bom para divertir-se momentaneamente. Eu sou desenhista, mas lá, lá, lá eu era um desenhista bem melhor do que sou atualmente.

Posso te desenhar? Perguntei. Era só uma brincadeira, uma interpretação. Eu não sabia como ela era, mas eu sabia como Hina era, e pra divertir-nos, isso bastava. Você é bonita, acrescentei. Ela simplesmente disse que eu não conhecia a aparencia dela. Eu disse que estávamos só brincando.

Meu alter-ego fez um retrato dela, ela o recebeu. Voltavamos até o castelo (tinha um castelo) e começou a nevar.

A neve. Eu gosto da neve, apesar de não ser íntimo dela. Eu gosto do jeito que ela cai quando ela surge na nossa mente, fictícia.

A neve, fria como o gelo, seus flocos tornam-se àgua com o calor natural do nosso corpo. É natural. Estava frio, logicamente.

Ofereci meu casaco e topamos dividí-lo. Cada um com uma manga, entende? Foi uma sensação engraçada, foi uma sensação boa. Só que logo ela, vermelha, disse que estava quente demais pr'aquilo. Eu também havia corado. Foi legal, foi bonito. Foi...

Indescritível, poxa, eu ja falei.



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